25.7 C
Jacobina do Piauí
5 de junho de 2026
Cidades em Foco
GeralNordeste em FocoOeiras

Piauí registra aumento de 40% no número de transplantes em 2025

Foto: Divulgação / Sesapi

De janeiro a agosto deste ano, o Piauí registrou 46 transplantes de rim e 191 de córnea. No mesmo período do ano anterior, foram realizados 25 transplantes de rim e 182 de córnea. Isso representa um aumento de 84% nos transplantes renais e de 4,94% nos transplantes de córnea, garantindo mais qualidade de vida para muitos piauienses.

Uma dessas beneficiadas é a professora Sílvia Estela, de 59 anos, que realizou o segundo transplante de córnea em junho deste ano, após descobrir, em uma consulta de rotina, a necessidade da cirurgia. “Em 2022, minha visão estava muito ruim, mesmo com os óculos, não enxergava direito, e minha médica me encaminhou para a fila de transplantes de córnea. Em setembro do ano passado, fiz minha primeira cirurgia. Neste ano, precisei entrar novamente na fila, pois o outro olho já estava comprometido também e, dessa vez, em pouco mais de seis meses na fila, eu fiz novamente”, relata.

No comparativo entre janeiro e agosto de 2024 e no mesmo período de 2025, as doações de múltiplos órgãos cresceram de 25 para 35, representando um aumento de 40%. Já as doações de córnea passaram de 98 em 2024 para 114 em 2025, o que corresponde a um crescimento de 16,3%.

Com o crescimento das doações de órgãos, pessoas como a professora Sílvia Estela tiveram a possibilidade de ter sua cirurgia mais rápida e voltar a enxergar. “Quando me chamaram em junho eu tomei um susto, porque da outra vez eu passei um ano e oito meses na fila. Minha vida melhorou demais após o transplante. Consigo fazer minhas atividades em sala de aula e no dia a dia. Eu só tenho a agradecer a quem fez esse gesto de amor, porque cada doação pode contemplar uma nova vida, para várias pessoas”, lembra a professora.

Esse aumento reacende a esperança de pessoas como a técnica em patologia, Teresa Mendes, que também passou por um transplante de córnea neste ano. “Fui diagnosticada com a distrofia de Fuchs, uma doença que torna a córnea sensível. Em 2021, entrei na fila pela primeira vez e esperei quase dois anos. Neste ano, entrei novamente e foi bem mais rápido. Acho que as pessoas estão se conscientizando sobre a importância de ser um doador e da diferença que fazem na vida de outra pessoa”, reforça.

No Brasil, a retirada de órgãos só pode ser realizada após a autorização familiar. Assim, mesmo que uma pessoa tenha dito em vida que gostaria de ser doador, a doação só acontece se a família autorizar.

Atualmente, no Piauí, 508 pessoas aguardam na fila de espera por um transplante de rim e 411 estão esperando por uma córnea. “A melhor maneira de garantir efetivamente que a vontade do doador seja respeitada é fazer com que a família saiba sobre o desejo de doar do parente falecido”, reforça a coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Piauí, Lourdes Veras.

O superintendente de Gestão da Rede de Média e Alta Complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo, enfatiza que a doação de órgãos continua sendo um desafio para os serviços de saúde. “Apesar do cenário desafiador, o aumento nos transplantes demonstra a eficiência das equipes envolvidas e o comprometimento da rede estadual em garantir o acesso ao tratamento de pacientes que aguardam na fila por um órgão. É importante incentivar a doação, pois várias vidas são salvas por meio de transplantes”, finaliza.

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais