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5 de junho de 2026
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Os 7 erros mais comuns em bebidas falsificadas e como reconhecê-los

Cachaça - Bebida / Foto: Ilustrativa / Freepik

A Sedcon-RJ (Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor) e a Abrabe (A Associação Brasileira de Bebidas) lançaram nesta sexta-feira (3) uma cartilha expondo os sete erros mais comuns cometidos por falsificadores de bebidas. O guia busca orientar consumidores a não se tornarem vítimas de intoxicações, como as que ocorreram recentemente por metanol.

7 ERROS COMETIDOS POR FALSIFICADORES DE BEBIDAS

O primeiro erro está na tampa. Lacres imperfeitos, borrados, amassados ou com vazamentos são sinais de falsificação. De acordo com a cartilha, bebidas originais têm tampas bem-acabadas, logomarcas nítidas e selos oficiais quando exigidos.

O segundo erro é o líquido. Garrafas de uma mesma marca devem ter sempre o mesmo nível de enchimento e aparência limpa. A presença de detritos ou coloração estranha pode indicar adulteração.

O terceiro erro aparece nos rótulos. Segundo o guia, impressão borrada, falhas de grafia, contrarrótulos sem português ou ausência de registro no Ministério da Agricultura são sinais claros de fraude.

O quarto erro é a garrafa. Falsificadores costumam reutilizar recipientes descartados, muitas vezes com arranhões, marcas de uso ou rachaduras. Já as bebidas originais usam vidro de qualidade e sem sinais de desgaste.

O quinto erro é o preço. Ofertas muito abaixo do valor de mercado são o grande atrativo das bebidas falsas. O “precinho” pode significar risco à saúde, já que não há garantias de procedência.

O sexto erro está na aparência geral. Produtos falsificados costumam ter tampas amassadas, vedação malfeita, vidro avariado ou líquidos de aspecto duvidoso. A qualidade do produto legal é padronizada e confiável.

O sétimo erro é o local de compra. Estabelecimentos de reputação duvidosa ou vendedores informais são responsáveis por grande parte das fraudes. A orientação é priorizar canais seguros e conhecidos.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA INTOXICAÇÃO POR METANOL?

Os principais sinais aparecem entre seis e 12 horas após a ingestão. Segundo Mariana de Moura Pereira, especialista em análises clínicas e pesquisadora do Laboratório de Toxicologia da USP, nem todos sentem sintomas imediatamente. O quadro começa com desconforto abdominal, seguido de confusão, sonolência, dor de cabeça e dificuldade respiratória. Em casos graves, pode ocorrer hemorragia craniana.

Os efeitos variam conforme peso e metabolismo. Pessoas com menor peso podem metabolizar mais rápido e apresentar sintomas mais intensos. O corpo reage à transformação do metanol em ácido fórmico, uma substância altamente tóxica que aumenta a acidez no sangue e compromete o funcionamento das células. Não existe uma dose segura; qualquer quantidade é nociva e pode causar complicações graves.

A intoxicação é diferente da ressaca comum. Além de dor de cabeça e náusea, o paciente sente dor abdominal aguda e visão borrada. Em caso de suspeita, busque atendimento médico imediato. Sintomas suspeitos exigem urgência sem demora.

Em caso de suspeita, busque atendimento médico imediato. Se houver qualquer sintoma suspeito, o consumidor deve procurar urgência médica sem demora.

Comunique as autoridades competentes. Disque-Intoxicação (0800 722 6001, da Anvisa) para orientação clínica/tóxica; Vigilância Sanitária local (municipal ou estadual); Polícia Civil; Procon (órgão de defesa do consumidor).

Por Folhapress

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