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4 de junho de 2026
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No Piauí, mais de R$ 190 mi em impostos foram recuperados em 2025, diz Sefaz

Foto: iStockphoto/Getty Images

A Secretaria da Fazenda (Sefaz-PI) divulgou neste domingo (12) dados sobre a recuperação de créditos tributários com o uso de inteligência de dados e auditorias fisco-contábeis. Somente no primeiro semestre de 2025, as seleções realizadas, a partir das chamadas malhas Fisco-Contábil, resultaram na recuperação de R$ 191 milhões em créditos fiscais, fortalecendo o combate à omissão de receitas e à sonegação.

Segundo a secretaria, o investimento em modernização, análise de dados e capacitação de equipes gerou retorno concreto para o Estado e para a sociedade, fortalecendo a gestão fiscal com mais eficiência e transparência.

“Esses recursos recuperados representam um reforço importante para os cofres públicos e refletem diretamente em melhorias para a população. São valores que possibilitam novos investimentos em áreas essenciais, como educação, saúde, segurança e infraestrutura, promovendo mais qualidade de vida e desenvolvimento para o nosso estado”, destacou o secretário Emílio Júnior.

Para este segundo semestre, a Sefaz-PI definiu duas frentes de atuação: a primeira, com auditorias contábil aprofundadas em 17 empresas, focadas nos maiores valores da malha dos exercícios de 2022 e 2023; e a segunda será realizar uma auditoria fiscal para apuração das receitas omitidas, dentro do prazo decadencial de cinco anos, garantindo ao Estado a efetiva recuperação de créditos.

O uso da inteligência de dados também tem estimulado a autorregularização de contribuintes, reduzindo litígios e fortalecendo a transparência. Nas chamadas malhas básicas, que monitoram obrigações acessórias como o correto registro de documentos fiscais, o índice de autorregularização é alto. Ou seja, na maioria dos casos, as próprias empresas corrigem inconsistências antes de qualquer autuação, evitando multas.

Já nas malhas de divergência, que confrontam os documentos fiscais emitidos com os valores efetivamente escriturados, o índice de autorregularização é muito baixo, exigindo a atuação dos auditores fiscais. Essas situações envolvem diferenças de valores declarados e demonstram que a ação fiscal direta ainda é essencial.

Fonte: O Dia

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