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27 de junho de 2026
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Niède Guidon é homenageada ao dar nome para nova planta descoberta no Brasil

Arqueóloga Niède Guidon - Foto: Divulgação

Uma nova espécie de planta da Caatinga brasileira foi descoberta e batizada de Machaerium guidone. O nome científico é uma homenagem à arqueóloga Niède Guidonfalecida em 2025 e reconhecida mundialmente pelo trabalho desenvolvido no Parque Nacional da Serra da Capivara.

A descoberta da nova espécie de leguminosa foi liderada por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que publicaram o estudo em uma renomada revista científica internacional especializada em taxonomia, sistemática e conservação de plantas e fungos.

Ao propor a homenagem a Niède Guidon, os pesquisadores destacaram as teorias revolucionárias da arqueóloga sobre a presença humana nas Américas e seu pioneirismo na pesquisa de sítios de arte rupestre no Piauí, além de sua dedicação à preservação da vegetação onde a nova espécie de planta é encontrada.

A Machaerium guidone é um tipo de trepadeira que pode atingir até três metros de altura. Ela se destaca por suas flores brancas e frutos. Segundo o estudo, a nova espécie é encontrada no Piauí, Bahia, Ceará, Maranhão e Minas Gerais, em áreas de transição conhecidas como “carrasco” ou “capoeira”.

Nome de pássaro

Niède Guidon também dá nome a uma nova espécie de ave na Caatinga piauiense, descoberta em julho de 2024 por egressos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Piauí (UFPI). À época, o estudo foi publicado na revista científica internacional Zoologica Scripta.

A pesquisa revelou que alterações históricas no curso do rio São Francisco e oscilações climáticas ao longo de aproximadamente um milhão de anos foram responsáveis pela divisão de um grupo de aves conhecido como choca-do-nordeste em duas espécies distintas.

Foto: Pablo Cerqueira/Ufpi

As aves da nova espécie, denominada Sakesphoroides niedeguidonae, até então eram consideradas parte da espécie Sakesphoroides cristatus. Contudo, o estudo identificou diferenças genéticas, de plumagem e de canto entre os grupos.

A descoberta enriqueceu o conhecimento sobre a biodiversidade da Caatinga e destacou a importância contínua da pesquisa científica e da colaboração entre instituições acadêmicas e de pesquisa para a conservação do patrimônio natural do Brasil e, principalmente, do legado de Niède Guidon no Piauí.

Fonte: CidadeVerde

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