Durante a programação da III Semana Cultural de Campinas do Piauí, a Comunidade Quilombola Salinas vivenciou, neste sábado (11), um momento histórico para a cultura local: a reinauguração do Museu Dona Augusta. Além da agenda municipal, a data representa a celebração do 104º aniversário da homenageada.
O espaço integra um lugar de memória, história e identidade quilombola, sendo um ponto de encontro dos moradores da localidade e um patrimônio para visitantes conhecerem parte do legado deixado por Dona Augusta.
“O museu é a casa da memória dela, mas também a casa da memória de todos nós. Ao inaugurar este espaço, reafirmamos o nosso compromisso de manter viva a história da nossa matriarca e da nossa comunidade”, afirmou a família, agradecendo o apoio e doação para a reinauguração.
Marcando presença no evento, o prefeito Dr. Jomário Ferreira expressou a gratidão de vivenciar a história e reforçou o compromisso com a cultura do município. O gestor ainda relatou a presença de membros da Comunidade Salinas, como secretários, vereadores, funcionários e amigos da sua gestão.
“Quero externar a minha felicidade e gratidão, parabenizar toda a família pela ação em procurar resgatar a história e cultura da comunidade e do nosso município. Desde quando assumimos, procuramos valorizar a história da Comunidade Salinas. Quero reforçar o nosso compromisso em continuar. Vamos continuar trabalhando”, declarou.
De acordo com o coordenador de Políticas Públicas das Comunidades Quilombolas na Superintendência de Igualdade Racial da SASC, Marcos Vinícius, o Piauí possui 250 comunidades quilombolas (conforme Censo do IBGE) e o Salinas possui o primeiro museu quilombola do estado, reunindo marcas da história. Além do reconhecimento de patrimônio vivo, o museu integra o patrimônio material.
“Cada item presente nesse museu conta e reconta a história não só dos nossos ancestrais, mas a nossa história e a história da futura geração. Todos estão convidados para conhecer a história do quilombo e de Dona Augusta. A voz quilombola e a história quilombola deve ser contada por nós enquanto vivenciarmos”, completou.



































































