O senador Marcelo Castro (MDB) afirmou que o segundo voto para o Senado será decisivo nas eleições de 2026. O emedebista argumentou que, com duas vagas em disputa, será necessária uma estratégia específica por parte dos candidatos e das alianças políticas.
Na ocasião, o parlamentar citou como exemplo a eleição de 2010 em Alagoas, quando Benedito de Lira (PP) aparecia em terceiro lugar nas pesquisas e terminou eleito, ao conquistar o segundo voto dos eleitores de Renan Calheiros (PMDB), também eleito naquela oportunidade, e de Heloísa Helena (Psol), que acabou perdendo a vaga.
“Sem dúvida nenhuma, em uma eleição que tem dois senadores, você tem que ter uma estratégia para o primeiro voto e você tem que ter uma estratégia para o segundo voto, porque, se não, pode acontecer o caso de Alagoas. Então, em uma eleição que tem dois candidatos, o segundo voto é estratégico”, disse Castro.
O senador também lembrou um caso local para reforçar a preocupação com a questão do segundo voto. “Tanto eu quanto o Júlio César e o Ciro, seja quem for candidato, têm que ter uma estratégia para o primeiro e para o segundo voto, porque, se não, pode acontecer o caso que aconteceu com o Mão Santa, que eram candidatos ele, Freitas Neto e Heráclito Fortes, e o Mão Santa se beneficiou do segundo voto de um e do outro”, pontuou.
Nesse sentido, Castro garantiu que a base governista está empenhada tanto na sua reeleição quanto no apoio à pré-candidatura de Júlio César (PSD) ao Senado. Por outro lado, o senador ressaltou que, apesar de haver uma ação de convencimento das lideranças quanto à necessidade de eleger os candidatos da chapa majoritária do governador Rafael Fonteles (PT), ainda há votos alinhados com a oposição.
“O que nós vamos fazer, na prática, é uma ação de convencimento, de conversar com as lideranças e mostrar que esse é o caminho natural desse grupo político que faz parte da base do governador Rafael Fonteles. Mas vocês já viram e continuarão vendo — e em todas as eleições passadas houve isso e nas futuras continuará havendo — alguns prefeitos do MDB que votam em mim para senador e votam em Ciro Nogueira; prefeitos do PSD que votam em Júlio César para senador e votam em Ciro Nogueira; prefeitos do PT que votam em mim e votam em Ciro, votam em Júlio César para senador e votam em Ciro. Isso, digamos assim, é difícil de se evitar”, argumentou.

