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4 de junho de 2026
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Justiça mantém a prisão de jovem suspeito de matar o próprio pai a facadas no Piauí

Foto: Divulgação/PM-PI

Suspeito de matar o próprio pai a facadas, Victor Gomes, 25 anos, teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia realizada no final da manhã desta sexta-feira (30). O crime ocorreu na última segunda-feira (26) no bairro Santa Bárbara, na zona Leste da capital.

Victor foi preso na quinta-feira (29) depois de empreender fuga para uma área de mata fechada conhecida como Sapucarana e passar cerca de três dias escondido da polícia. Ele foi capturado após se entregar em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O jovem é o principal suspeito pelo homicídio do pai, o servidor de serviços gerais Sebastião da Cruz Oliveira Gomes, morto a facadas dentro da própria casa. A perícia constatou que a vítima foi atingida por golpes profundos de faca no abdômen e nas costas, além de apresentar lesão na região do rosto, incluindo olhos e nariz.

À polícia, a mãe do suspeito relatou que o filho passou a morar com o pai após incendiar a casa dela, episódio que, segundo ela, teria relação com o uso de drogas. Ainda conforme o relato, as discussões entre pai e filho eram frequentes, motivadas por pedidos de dinheiro para a compra de entorpecentes.

Após a prisão, Victor foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Durante seu depoimento, o suspeito atribuiu o crime a uma discussão iniciada após o pai passar a xingá-lo. Segundo a polícia, a briga teria começado após o jovem pedir dinheiro ao pai para comprar drogas.

“Ele confessou o crime, disse que o pai chegou em casa, foi fazer uma comida e passou a proferir xingamentos contra ele e, nesse momento, eles tiveram um entrevero, foram às vias de fato e ele terminou desferindo golpes de faca nele. Ele confessa o crime, apenas diz que foi pelos xingamentos, mas a gente tem uma informação de vizinhos de que realmente ele pedia dinheiro para drogas”, explicou o delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador do DHPP.

O DHPP já ouviu familiares e vizinhos da vítima. Os depoimentos foram anexados ao procedimento de prisão em flagrante. A polícia segue com a investigação para reconstruir a dinâmica do crime, já que o fato ocorreu no interior da residência e não houve testemunhas presentes.

Fonte: CidadeVerde

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