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3 de junho de 2026
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Jovens entre 9 e 19 anos são convocados para vacinação contra o HPV em Teresina

Reprodução/Ministério da Saúde

Meninos e meninas de 9 a 19 anos estão sendo convocados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina a procurar as salas de vacinação para se imunizar contra o HPV. Nos casos mais graves, o vírus pode evoluir para cânceres como os do colo do útero, ânus, garganta e orofaringe.

Segundo a FMS, além do público-alvo mencionado anteriormente, podem ser vacinar também imunodeprimidos de 9 a 45 anos, vítimas de violência sexual na mesma faixa etária, pacientes com Papilomatose Respiratória Recorrente a partir de dois anos e usuários de PrEP entre 15 e 45 anos.

A aplicação pode ser feita nas Unidades Básicas de Saúde ou no posto do Teresina Shopping, mediante apresentação de documento de identificação, comprovante de enquadramento no público-alvo e, se possível, a caderneta de vacinação.

Além da imunização, o uso de preservativos continua sendo essencial para reduzir o risco de transmissão, já que o HPV é um vírus transmitido principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas. Nas mulheres de 25 a 64 anos, o exame preventivo de citologia oncótica, disponível nas UBS, também é recomendado para detectar alterações precoces, já que o HPV muitas vezes não apresenta sintomas. Entre os sinais que merecem atenção estão sangramento fora do período menstrual, corrimento persistente e verrugas genitais ou anais.

A cobertura vacinal avançou em Teresina nos últimos anos. Entre as meninas, os índices cresceram de forma contínua: 72,92% em 2019; 74,90% em 2020; 74,28% em 2021; 76,19% em 2022; 79,85% em 2023; 84,73% em 2024; até alcançar 90,87% em 2025, superando a meta nacional de 90%.

Já entre os meninos, embora o crescimento também seja expressivo, os números ainda estão abaixo da meta: 38,56% em 2019; 38,19% em 2020; 39,55% em 2021; 42,27% em 2022; 55,78% em 2023; 66,33% em 2024; e 77,26% em 2025.

A coordenadora de vacina da FMS, Emanuelle Dias, destaca que a adesão entre o público masculino precisa ser mais efetiva para que todos tenham mais proteção. “Esses números mostram um contraste: conseguimos atingir a meta vacinal entre o público feminino, mas evidencia que, apesar do avanço já feito, é preciso intensificar a adesão masculina para garantir maior proteção coletiva contra o vírus. Por isso, fazemos esse chamamento em defesa da vida e contra o câncer. Quanto mais cedo a vacina for aplicada, maior será a proteção”, disse.

Com supervisão de Nathalia Amaral / Ascom

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