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5 de junho de 2026
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Idoso denuncia agressões constantes de filho em Teresina: ‘me dá murros, quebra copos em mim’, relata vítima

Idoso denuncia agressões constantes de filho dependente químico em Teresina — Foto: Reprodução / TV Clube

Um idoso de 68 anos denunciou sofrer agressões constantes do próprio filho, que segundo ele é dependente químico. Segundo Reinaldo Oliveira, de 68 anos, o caso já foi denunciado à Polícia Civil, mas o agressor segue amedrontando a família.

Em entrevista à TV Clube, Reinaldo disse ter medo de que algo mais grave aconteça. As agressões, segundo ele, ocorrem dentro de casa e na frente da esposa, que enfrenta um câncer.

“Ele é usuário de crack, usa desde a adolescência e nunca deixou. Ele me dá murros, quebra copos em mim, mas me dá mais murros. Eu sangro, tanto no rosto como na cabeça”, iniciou o idoso.

Reinaldo contou que o filho já foi levado para a Central de Flagrantes de Teresina após um episódio de violência, mas acabou liberado em seguida.

“Era pra resolver qualquer coisa. Ele não pode conviver comigo”, completou o idoso.

A Delegacia do Idoso informou à TV Clube que Reinaldo já foi atendido e que o caso está em investigação. O órgão orientou que, em caso de novas agressões, o idoso chame a Polícia Militar para que o filho seja preso em flagrante.

A advogada criminalista Letícia Sousa afirmou que o caso é grave. Ela destacou que episódios de violência contra idosos, mesmo dentro da família, não podem ser silenciados.

“A legislação, por mais que seja feita de forma eficaz, nós precisamos aplicá-la de fato no dia a dia. As pessoas têm medo de denunciar, pois não adianta a gente endurecer a legislação se a própria população não denuncia ou não se preocupa com o cenário. Muitas vezes a gente sabe que um idoso está sofrendo violência e não faz uma denúncia anônima”, afirmou a advogada.

A presidente do Conselho Municipal do Idoso, Carla Viana, lembrou que muitos idosos em abrigos foram abandonados ou sofreram maus-tratos de familiares.

“Quando a gente recebe essa pessoa denunciante, seja o idoso, familiar ou vizinho, a gente escuta de forma qualificada, acolhe, orienta, informa e faz o acompanhamento dos casos. Posso falar que cerca de 80% das denúncias são na família. Isso dói, machuca e silencia o idoso, pois ele não quer fazer a denúncia contra o próprio filho ou outro familiar”, alertou.

Fonte: G1-PI

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