2 de julho de 2026
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Grooming: delegada alerta pais sobre crime que faz vítimas nas redes sociais

Os crimes no ambiente virtual contra crianças e adolescentes geram cada vez mais alertas. A prática conhecida como “grooming” atinge mais de 3 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, segundo um estudo publicado pela UNICEF.

Por meio das redes sociais, a delegada Rafaela Bezerra, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis de Parnaíba, fez um alerta para que pais evitem que esse tipo de crime ocorra com seus filhos.

A delegada cita que a prática acontece quando um adulto cria um perfil falso se passando por amigo para ganhar a confiança da criança e adolescente, e posteriormente cometer o abuso.

A prática passa por estágios, quando primeiramente o criminoso se torna amigo do jogo e online começa a dar presentes virtuais. Depois disso vem a fase do fã secreto, quando o autor entra em contato com a vítima por meio do direct do TikTok ou Instagram e curte excessivamente as fotos da criança e do adolescente. Por fim, a fase do segredo, em que adulto pede para que a criança ou o adolescente não informe os pais da relação.

“O aliciador não usa a força, ele usa a manipulação e afeto. Por isso o diálogo em casa é a melhor barreira. Monitore o uso das telas e converse abertamente”, cita a delegada.

Um estudo publicado em março deste ano pela Unicef aponta que no Brasil, em apenas um ano, uma a cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos (19%) foi vítima de exploração e/ou abuso sexual facilitados pela tecnologia.

Isso representa cerca de 3 milhões de meninas e meninos vítimas de violência sexual online. O dado integra o relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças facilitada pela tecnologia, lançado pelo UNICEF Innocenti em parceria com a ECPAT International e a INTERPOL, com financiamento da Safe Online.

O estudo também aponta que a forma mais comum de violência é a exposição a conteúdo sexual não solicitado, atingindo 14% das crianças e adolescentes entrevistados.

Fonte: Cidade Verde

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