33.8 C
Jacobina do Piauí
4 de junho de 2026
Cidades em Foco
DestaqueEconomiaGeralPiauí

Energia solar: compensa investir na instalação de placas fotovoltaicas no Piauí?

Energia Solar / Crédito: los muertos crew

Após a Equatorial Piauí afirmar que vai manter a cobrança do que ficou conhecido como “Taxa da Energia Solar”, por conta da legislação estadual que permite a taxação, muitas pessoas que estavam pensando em adquirir os equipamentos de produção de energia fotovoltaica passaram a se questionar: ainda compensa investir na instalação de placas? O Portal O Dia ouviu especialistas no assunto. E a resposta é: sim, ainda compensa!

É o que afirma Leonardo Abreu, engenheiro eletricista e conselheiro do CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Segundo ele, embora a margem de economia que o uso da energia solar oferece aos donos tenha caído com cobrança da “Taxa da Energia Solar”, ainda é bom negócio investir nas placas fotovoltaicas.

Mesmo com esse novo quesito que você tem que contar na hora de fazer o investimento, compensa sim investir. É possível ter uma economia de até 60% na conta de energia, para alguns casos, dependendo da simultaneidade, que é a forma como a carga se comporta. Anteriormente, você tinha uma redução na conta de 80%, até 90%. Hoje, se reduziu essa economia para até 60%.

Leonardo AbreuEngenheiro eletricista e Conselheiro do CREA

O engenheiro eletricista lembra ainda que os custos de aquisição do equipamento reduziram nos últimos anos, o que contribui para as placas fotovoltaicas ainda serem um bom negócio. “Se levarmos em consideração o custo do investimento hoje que é bem menor, ainda tem um prazo de retorno bem razoável, comparado a outros investimentos. Em dois ou três anos, talvez você já esteja com o seu sistema pago”, afirmou.

cobrança da nova taxa entrou em vigor em julho deste ano. Desde então os consumidores de energia solar no Piauí estão pagando a mais em suas faturas. É que além de pagarem a taxa do ‘Fio B’, os clientes deverão pagar ainda uma cobrança retroativa referente aos meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio deste ano, período em que o ‘Fio B’ não foi cobrado pela Equatorial mesmo já estando em vigor.

O ‘Fio B’ (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) foi implementado pela Lei 14.300, conhecida como “taxação do sol” ou “Taxação da Energia Solar”. Trata-se de uma medida que passou a cobrar pelo uso da rede elétrica da concessionária de energia. Na prática, a taxa compensa os custos que a distribuidora tem para transportar a energia excedente que você gera.

Entenda a cobrança do Fio B

A cobrança do “Fio B” é uma taxa que as distribuidoras de energia elétrica cobram dos consumidores que utilizam energia solar. Essa taxa é aplicada quando a energia gerada pelos painéis solares é enviada de volta para a rede elétrica.

Em outras palavras, quando você tem um sistema de energia solar e gera mais energia do que consome, o excedente vai para a rede elétrica. O “Fio B” é uma taxa sobre essa energia excedente que você envia para a rede. É como se você estivesse pagando pelo “aluguel” da rede elétrica para transportar a energia que seus painéis solares produzem até você, quando você precisa.

A nova medida vale para as instalações feitas a partir de 7 de janeiro de 2023. Aquelas feitas antes disso ficam isentas das taxas até 2045. A cobrança do fio B é aplicada de forma progressiva até 2029, com percentuais que aumentam anualmente. Em 2024, por exemplo, a taxa sobre a energia injetada na rede é de 30%, o que significa que 30% do valor da energia excedente enviada à rede será cobrado como taxa adicional na conta de energia do consumidor.

Ao Portal O Dia, Leonardo Abreu afirmou que acompanha de perto a situação, que ainda não está na Justiça. “Estamos em conversas com a Secretaria de Fazenda (Sefaz) e com a Equatorial Piauí. Há uma divergência de entendimentos. A lei é federal e atinge todos os estados. Só que em outros estados, a forma como está sendo cobrada é diferente da forma como a Equatorial está cobrando nos estados onde atua”, disse.

Em nota, a Equatorial Piauí afirmou que “como concessionária de distribuição de energia elétrica, cumpre as regras do setor elétrico brasileiro e a legislação tributária federal, estadual e municipal, rigorosamente. Cabe esclarecer ainda que as distribuidoras de energia são agentes arrecadadoras dos tributos. Assim, os valores cobrados nas contas de energia elétrica, a título de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, são integralmente repassados ao Ente Tributante, nos termos das normas do Governo do Estado”.

Fonte: O Dia

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais