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5 de junho de 2026
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Desmatamento ilegal cai 68% no PI em 2025, aponta Secretaria do Meio Ambiente

Feliphe Araújo

O Piauí registrou uma queda de 68% no desmatamento ilegal em 2025, segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). A redução é atribuída ao uso de tecnologia por satélite, cruzamento de dados e intensificação da fiscalização em campo, conforme explicou o secretário Felipe Araújo em entrevista ao Jornal do Piauí, nesta sexta-feira (9).

“Hoje a gente tem alertas a partir do momento que ocorre um desmatamento. Cruzamos os dados para saber se é legal ou ilegal e, se não houver autorização, a equipe já vai a campo verificar”, afirmou o secretário.

Segundo ele, os alertas são feitos por monitoramento via satélite e permitem atuação rápida das equipes. Além da fiscalização, a secretaria também acelerou a análise de processos ambientais, o que contribuiu para reduzir práticas irregulares. “Se o processo demora, o empreendedor perde financiamento e acaba justificando o desmatamento. Hoje a gente acelerou essas análises e isso ajuda na legalização”, disse Felipe Araújo

Autorização para desmatamento

De acordo com o secretário, para haver supressão vegetal legal é necessário que o empreendimento esteja licenciado e possua autorização específica, seguindo normas federais e estaduais. Também é exigida a manutenção de reserva legal, que pode variar entre 30% e 50% da área, dependendo do bioma

“Existe toda uma legislação. Para fazer a supressão, há uma lista de documentos e a exigência de reserva legal para manter a floresta”, explicou.

Multas ultrapassam R$ 100 milhões em um ano

Somente em 2025, as multas aplicadas por crimes ambientais, especialmente relacionados a incêndios florestais, ultrapassaram R$ 100 milhões, segundo a secretaria. Além disso, há autuações por desmatamento ilegal, maus-tratos a animais, pesca durante a piracema e caça ilegal

“A nossa parte é a infração administrativa, como embargo e multa. Se houver crime, entra a Polícia Civil para investigar”, afirmou o secretário, destacando a atuação integrada com as forças de segurança.

Brigadas ampliadas

O combate às queimadas também foi reforçado. Em 2025, o Estado capacitou brigadas municipais em 102 municípios, com mais de 13 brigadistas por cidade, número superior à soma dos três anos anteriores (2022, 2023 e 2024)

“Esses brigadistas estão nas comunidades e conseguem agir rapidamente. Para 2026, vamos começar já em janeiro a distribuição de equipamentos de proteção individual”, afirmou Felipe Araújo.

Também foi mantida a proibição do uso do fogo entre agosto e outubro, período crítico de incêndios.

Unidades de conservação

O número de unidades de conservação estaduais passou de sete para 15, além de uma reserva privada reconhecida pelo Estado, totalizando 16 áreas protegidas. Entre elas estão o Bioparque Zoobotânico, a Cachoeira do Urubu, o Parque Estadual Cânion do Poti e a Lagoa do Portinho

“Estamos avançando nos planos de manejo e na estruturação dessas áreas, inclusive para fortalecer o ecoturismo em algumas delas”, destacou o secretário.

Desafios para 2026

Entre as prioridades da secretaria para 2026 estão o fortalecimento do combate a incêndios florestais, a ampliação das políticas de proteção animal, incluindo castrações, o combate aos maus-tratos com apoio da Polícia Civil; e uma maior agilidade em outorgas de uso da água.

Segundo o secretário, o prazo para análise de outorgas caiu de mais de 30 dias para menos de cinco dias, o que facilita o acesso à água em períodos de seca

“Muita coisa está controlada, mas ainda temos pontos para avançar. Em 2026 teremos mais investimentos”, concluiu.

Fonte: CidadeVerde

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