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4 de junho de 2026
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Defeso do caranguejo-uçá segue até 23 de janeiro no litoral do Piauí

Reprodução

O Piauí iniciou o período de defeso do caranguejo-uçá, com ações de fiscalização e orientação voltadas à proteção da espécie durante a fase reprodutiva. As atividades começaram no município de Ilha Grande, a cerca de 11 quilômetros de Parnaíba, no litoral do estado, e devem se estender ao longo da semana para os demais municípios da faixa litorânea.

O defeso estabelece a proibição temporária da captura, transporte e comercialização do caranguejo-uçá até a próxima sexta-feira, dia 23 de janeiro. A medida busca garantir a reprodução do crustáceo e a manutenção dos estoques naturais, já que o período coincide com a fase conhecida como “andada”, quando os animais saem de suas tocas para acasalar.

As primeiras ações ocorreram em pontos estratégicos de pesca, como o Porto dos Tatus, onde equipes da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí atuaram em conjunto com a Companhia Independente de Policiamento Ambiental. Além da fiscalização, os agentes realizaram abordagens educativas junto a pescadores e catadores que atuam na região.

De acordo com o auditor fiscal da Semarh, Thiago Cardoso, o foco inicial é garantir que a população compreenda o motivo das restrições. Segundo ele, o defeso é um instrumento de equilíbrio ambiental. “É o momento em que o caranguejo-uçá está em fase reprodutiva. Respeitar esse intervalo é garantir que a espécie consiga se manter e seguir cumprindo seu papel ecológico nos manguezais”, afirmou.

Os manguezais são considerados áreas essenciais para a biodiversidade marinha, funcionando como berçários naturais para diversas espécies. A redução desordenada do caranguejo-uçá pode comprometer esse equilíbrio e afetar diretamente a cadeia produtiva ligada à pesca artesanal.

Defeso do caranguejo-uçá segue até 23 de janeiro no litoral do Piauí - (Reprodução/Governo do Piauí)Reprodução/Governo do Piauí

Defeso do caranguejo-uçá segue até 23 de janeiro no litoral do Piauí

A iniciativa também envolve diálogo com comunidades tradicionais que dependem da coleta do crustáceo como fonte de renda. Durante as abordagens, os fiscais explicaram as regras do defeso e alertaram sobre as penalidades previstas em caso de descumprimento, que incluem multas e outras sanções administrativas.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Feliphe Araújo, afirmou que a medida busca conciliar preservação ambiental e sustentabilidade econômica. Para ele, o respeito ao defeso evita a sobreexploração da espécie e reduz o risco de escassez no futuro, o que impactaria diretamente as comunidades costeiras.

As ações de fiscalização devem continuar nos próximos dias nos demais municípios do litoral piauiense. A orientação dos órgãos ambientais é para que pescadores, comerciantes e consumidores respeitem o período de proibição, contribuindo para a conservação do caranguejo-uçá e dos ecossistemas associados.

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