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4 de junho de 2026
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“Cuidado é Golpe!”: Como a diversão de Carnaval pode virar pesadelo no bolso

Carnaval - Foto ilustrativa reprodução: Freepik

O Carnaval é aquela época de alegria, glitter e… infelizmente, de muita gente aplicando golpes por aí. Entre a cerveja gelada e o som do trio, o consumidor vira um alvo fácil para golpistas profissionais, abusos em camarotes e aquela “taxa surpresa” que ninguém avisou que existia.

Mas não pense que os golpes são amadores, não. Tem muita cilada que parece oficial até o último segundo.

O “quase” prejuízo de R$ 6.500: “O morador estava no portão”

O biólogo Edson Viana sentiu o frio na barriga de quase ver o dinheiro de um grupo de 15 amigos sumir. Ele organizava o Carnaval do bando e achou a casa dos sonhos: piscina, churrasqueira e um preço justo no interior de São Paulo. O golpista foi tão audacioso que até aceitou uma visita, desde que pagassem uma “taxinha” de R$ 250.

“Fomos até o local e a casa era idêntica às fotos. Estávamos prontos para fazer o PIX de R$ 6.500”, conta Edson. A sorte? Um senhor que morava na casa estava no portão. “Perguntamos sobre o aluguel e ele deu o balde de água fria: ‘Cuidado, é golpe. Essa casa é minha moradia e eu nunca aluguei para temporada'”.

Edson deu sorte, mas o alerta fica: o golpista usou fotos reais de uma casa que existia, mas que não estava à venda nem para aluguel. “Hoje virou piada no grupo, mas na hora foi um desespero. Quase que o Carnaval acabou antes de começar”, desabafa.

Olho aberto: O Carnaval não suspende seus direitos

Não é porque a época é de folia que “tudo pode” no Carnaval. O advogado Marco Antonio Araújo Jr. avisa: o Código de Defesa do Consumidor continua valendo no meio do bloco.

  • Camarote sem artista? Se prometeu o cantor X e ele não apareceu, você tem direito a parte do dinheiro de volta.
  • Open Bar de marca ruim? Se a oferta dizia uma marca e serviram outra, é propaganda enganosa.
  • Taxa de serviço e couvert: Só podem ser cobrados se estiverem avisados de forma clara antes de você consumir.
  • “O Carnaval não é desculpa para serviço mal feito. Se o risco aumenta, o cuidado do dono da festa tem que ser dobrado”, explica o especialista.

Manual de Sobrevivência: Não seja o “palhaço” da festa

Para não terminar a Quarta de Cinzas no prejuízo, anote essas dicas de quem quase caiu no golpe:

Desconfie da esmola: Casa de luxo por preço de kitnet? É cilada, Bino!

Dados do PIX: Sempre confira se o nome de quem recebe o dinheiro é o mesmo que está no contrato ou na plataforma oficial.

Vídeo chamada é lei: Peça para o locatário fazer uma vídeo chamada mostrando a casa por dentro na hora. Golpistas costumam inventar desculpas para não aparecer.

Print de tudo: Promessa é dívida. Guarde prints de anúncios, conversas e sites. Se der ruim, o Procon e o site consumidor.gov.br são seus melhores amigos.

Por SBT News

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