24.2 C
Jacobina do Piauí
6 de junho de 2026
Cidades em Foco
EconomiaGeralInternacional

Alimentos puxam alta de 0,46% na inflação em maio

Alimentos, Frutas, Foto: Geirlys Silva

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (11) que, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os preços no país subiram 0,46% em maio. Os setores de “Saúde e cuidados pessoais” (0,69%, com impacto de 0,9 p.p.), “Habitação” (0,67%, com impacto de 0,1 p.p.) e “Alimentação e bebidas” (0,62%, com impacto de 0,13 p.p.) foram os principais responsáveis pela alta de 0,8 ponto percentual (p.p.) frente a abril (0,38%).

O índice veio de acordo com a expectativa dos economistas e reforça a ideia de que o Banco Central deve ter mais cautela no corte da taxa de juros (Selic). Em 8 de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por uma redução de 0,25 ponto percentual, desacelerando o ritmo de queda, que estava em 0,50 ponto percentual. Comitê divulgará novo valor para a Selic no próximo 19 de junho.

No ano, a inflação acumulada é de 2,27% e, nos últimos 12 meses corridos, de 3,93%.

Em relatório divulgado também nesta terça-feira (11), economistas ouvidos pelo Banco Central tinham a expectativa de alta para o índice do ano. Passaria dos 3,88% projetados para 3,90%, em 2024.

“Na minha opinião, considero que, apesar de um dado acima do esperado, veio em linha, apesar do indicador ter voltado a acelerar tanto no mensal (que já vinha acelerando) quanto no anual. O destaque positivo foi os preços dos combustiveis, que desacelerou -0,4% contribuindo positivamente para o índice. Produtos farmacêuticos seguiram caindo como visto também no mês de abril, caindo dessa vez -0,5%.”, analisou Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital.

Produtos naturais, sobretudo tubérculos, raízes e legumes (6,33%), tiveram um impacto considerável no valor geral. Destaca-se a batata-inglesa, com aumento de 20,61%, o maior impacto individual sobre o índice geral (0,5 p.p.).

“Em maio, com a safra das águas na reta final e um início mais devagar da safra das secas, a oferta da batata ficou reduzida. Além disso, parte da produção foi afetada pelas fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul, que é uma das principais regiões produtoras”, diz o gerente da pesquisa, André Almeida.
Para além, outros alimentos com presença no prato médio brasileiro também subiram em maio: a cebola (7,94%), o leite longa vida (5,36%) e o café moído (3,42%).

O que justifica um maior impacto nos bolsos, mesmo este não sendo o setor com o maior aumento de preços.

Comer em casa tornou-se mais “barato” (0,66%) frente ao mês anterior (0,81%), por outro lado, devido a queda nas frutas (-2,73%); um alimento mais “caseiro”. Enquanto a alimentação fora do domicílio (0,50%) subiu mais do que em abril (0,39%).

Habitação: segundo setor observado com maior impacto na taxa final (0,10 p.p.). Impulsionado, principalmente, com a alta da energia elétrica residencial (0,94%), o terceiro item de maior impacto individual sobre o resultado geral (0,4 p.p.).

Saúde e cuidados pessoais: foi a maior entre os nove grupos investigados pela pesquisa. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do plano de saúde (0,77%) e dos itens de higiene pessoal (1,04%), com destaque para perfume (2,59%) e produto para pele (2,26%).

Fonte: SBT News

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais