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5 de junho de 2026
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60 novas estações pluviométricas serão instaladas no Piauí

Foto: Reprodução/ Inmet

O Estado do Piauí vai receber 60 novas estações de monitoramento automáticas nos próximos meses. O projeto contempla a instalação de 22 estações pluviométricas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

A evolução da rede de monitoramento mostra a dimensão do investimento. Atualmente, o Piauí conta com 21 estações meteorológicas do Inmet e 25 pluviômetros automáticos do Cemaden. Com os novos equipamentos, serão mais 38 estações meteorológicas do Inmet e 22 pluviômetros automáticos do Cemaden, ampliando o alcance total da rede.

Todas as mesorregiões e territórios de desenvolvimento do estado foram contemplados, garantindo cobertura inédita em todo o Piauí.

Foto: Reprodução/ Inmet-Cemaden

Os equipamentos foram adquiridos por meio de uma ação conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do CEMADEN e do Ministério da Agricultura. A previsão é que 25% dos equipamentos estejam em funcionamento já em 2025, durante a próxima temporada chuvosa. O restante será instalado ao longo de 2026.

Além disso, o Inmet, em parceria com a Eletrobras e com apoio dos comitês das bacias do Parnaíba e São Francisco, vai implantar 38 estações meteorológicas avançadas no território piauiense. Esses equipamentos registram, além dos dados tradicionais de vento, chuva, temperatura e umidade do ar, informações detalhadas sobre a umidade e a temperatura do solo, fundamentais para setores como a agropecuária e a geração de energia.

Entre os municípios contemplados estão Dom Inocêncio, Caracol, Guaribas e Fartura, localizados no semiárido piauiense, região frequentemente afetada por longos períodos de estiagem.

Segundo o diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, Werton Costa, este é o maior investimento em equipamentos de monitoramento já realizado no estado.

“Diferentemente dos pluviômetros tradicionais, os novos modelos são automáticos, alimentados por energia solar e conectados à internet. Eles contam com um computador de bordo que se comunica diretamente com a central, gerando um dado confiável em tempo real e, mais do que isso, um dado público, que será disponibilizado para toda a população”, destacou.

As novas estações também contarão com sensores para medição direta da temperatura e da umidade do solo. Atualmente, essas informações são obtidas apenas de forma indireta, via satélite, o que limita a precisão das análises. “O sensor de umidade do solo é fundamental para identificar o início de uma estiagem. Já o sensor térmico indicará mudanças de temperatura que afetam lavouras sensíveis, como feijão, arroz e até a soja”, acrescentou.

Além de fortalecer a política de gestão de riscos e desastres, os equipamentos terão impacto direto na agricultura e na segurança das barragens do estado. “Essas estações vão ajudar não só na geração de energia elétrica e na segurança de nossas barragens, mas, principalmente, na agricultura e na gestão de riscos”, pontuou.

Os dados coletados alimentarão modelos de previsão meteorológica desenvolvidos com o apoio de inteligência artificial, aproximando ainda mais a ciência da prática agrícola.

“O ganho será extraordinário. O dado gerado permitirá que o Piauí tenha seu próprio sistema de previsão, de alerta e de alarme, facilitando a atuação das secretarias e trazendo segurança para a população campesina”, concluiu.

Fonte: CidadeVerde

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