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27 de fevereiro de 2024
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Piauí registra mais dois afogamentos em rios; sétima morte em menos dez dias

Rio Marathaoan, em Barras, no Norte do Piauí — Foto: TV Clube

Mais dois afogamentos em rios foram registrados no Piauí nesta terça-feira (30). Os casos ocorreram no Rio Poti, região da Usina Santana, zona Sudeste de Teresina, e no Rio Igaraçu, em Parnaíba, litoral do estado. Em nove dias, sete pessoas morreram afogadas em rios, barragens ou lagoas no estado, o que levou órgãos competentes a desenvolver uma campanha de alerta que vai incluir a sinalização, com profundidade e riscos de deslizamento, nos locais mais visitados por banhistas.

A vítima de afogamento na região da Usina Santana foi identificada como Gilson da Conceição, 43 anos, conhecido como Jesley. O corpo foi resgatado por um irmão e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

A tenente-coronel, Najra Nunes, Relações Públicas do Corpo de Bombeiros, explica que é comum o aumento de banhistas em épocas como fim de ano que coincidem também com o período de férias. O volume d’água em rios, balneários e barragens devido ao período chuvoso torna-se um atrativo que, segundo a militar, merece cuidado redobrado.

MAIORIA DAS VÍTIMAS SABIA NADAR

Najra Nunes revelou o perfil da maioria das vítimas e diz que o excesso de segurança contribui significativamente para as mortes por afogamento. Ela frisa que há locais impróprios para o banho, mas que, nem todos os banhistas, respeitam a sinalização.

“A maior parte dos afogados são homens e que sabiam nadar. Geralmente tem a ingestão de bebida alcoólica, entre 25 e 40 anos de idade. Um dos fatores que mais complicam, que causam afogamento, é o excesso de confiança. Por saberem nadar, acham que conhecem o lugar, adentram mais ao fundo e entram em pânico, às vezes, por cair em um buraco ou na região de uma correnteza maior. Com a ingestão de bebida alcoólica, você não consegue salvar a si próprio, porque tem os movimentos retardados e, muitas, vezes, não consegue perceber o perigo e quando percebe já é tarde demais”, destaca Nunes.

Por Graciane Araújo / CidadeVerde

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