21 de julho de 2026
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Corpo de adolescente desaparecido é encontrado no Piauí; suspeitos indicaram local

O corpo do adolescente Petrus Kauan, de 17 anos, que estava desaparecido há quatro dias, foi localizado na manhã desta terça-feira (21), em um trecho do rio Poti na Vila Cristalina, na zona Norte de Teresina. Segundo a Polícia Civil, suspeitos presos durante uma operação indicaram o local onde o corpo foi deixado.

Equipes do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para realizar a perícia e fazer a remoção do corpo da água. A informação foi confirmada pelo delegado Genivaldo Vilela, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Petrus estava desaparecido desde a última sexta-feira (17), após sair de casa, na Vila do Beck em Timon (MA), para cortar o cabelo. Segundo familiares, ele havia combinado de encontrar amigos no bairro Água Mineral, na zona Norte de Teresina, mas não retornou.

“Ele saiu de casa para cortar o cabelo e os amigos mandaram mensagens para se encontrar com ele no bairro Água Mineral, na zona Norte de Teresina”, relatou uma tia do adolescente, que preferiu não se identificar.

Sem notícias do jovem, a família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento e iniciou uma campanha nas redes sociais para tentar localizá-lo.

Suspeitos foram presos por envolvimento em dois homicídios

O corpo foi localizado após a prisão de quatro suspeitos conduzidos ao DHPP. O delegado, Natan Cardoso, informou que o grupo é investigado por dois homicídios ocorridos na última sexta-feira (17), na zona Norte da capital.

O primeiro caso é o assassinato de Davi Edson Tertuliano, de 44 anos, ocorrido no bairro Buenos Aires. O segundo é a morte de Petrus Kauan.

Segundo o delegado, três dos quatro conduzidos foram autuados em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, constituição de organização criminosa armada e, no caso de um deles, tráfico de drogas, após ser encontrado com crack, balança de precisão e dinheiro trocado.

Polícia diz que vítima foi atraída por integrantes da própria facção

O delegado explicou que, conforme os depoimentos colhidos até o momento, Petrus conhecia os suspeitos e integrava a mesma organização criminosa. Segundo o delegado, os suspeitos disseram a Petrus que fariam apenas uma “parada”, expressão utilizada pelo grupo, mas o adolescente foi cercado e executado.

“Eles teriam se deslocado até a Vila Cristalina. Lá, ludibriaram a vítima, que era colega deles. Inclusive, praticavam crimes juntos e eram parceiros de facção criminosa. O objetivo deles era cobrar uma dívida por uma arma de fogo apreendida com a vítima durante uma abordagem policial”, informou.

Ainda conforme as investigações, a arma apreendida pertenceria à facção criminosa. Após perdê-la, Petrus teria passado a dever aos integrantes do grupo. “Por essa arma ter sido apreendida, ele ficou devendo aos colegas da facção. E, por ter alguns atritos em razão dessa dívida, acabou sendo morto”, acrescentou.

Vítima tentou fugir para o rio

O delegado afirmou que os relatos prestados pelos investigados indicam que Petrus ainda tentou escapar. “Os elementos colhidos até o momento apontam que houve esse imbróglio durante a cobrança da dívida, e a vítima tentou fugir para o interior do rio no momento em que foi atingida por disparos de arma de fogo”, detalhou.

O corpo do adolescente foi encontrado justamente em um trecho do rio, na Vila Cristalina, após a indicação feita pelos suspeitos.

As investigações continuam em fase inicial e caberá à Justiça analisar as provas reunidas. O delegado informou ainda que a Polícia Civil representou pela conversão das prisões em flagrante para prisão preventiva. O caso seguirá sob investigação do DHPP para conclusão do inquérito e apuração completa da participação de cada suspeito.

Fonte: CidadeVerde

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