A Polícia Civil do Piauí orientou as pessoas que se consideram vítimas da empresa DF Trader a preencherem um formulário eletrônico para auxiliar nas investigações sobre o caso. O proprietário da empresa, o trader Douglas Fonseca, e outros 10 investigados foram presos durante uma operação deflagrada no dia 10 de julho. O grupo é investigado pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o cadastro permitirá individualizar cada ocorrência, identificar os prejuízos sofridos pelas vítimas e contribuir para o andamento do inquérito policial.
Após preencher o formulário, o documento deverá ser assinado eletronicamente por meio da conta Gov.br e enviado conforme as instruções disponíveis na própria plataforma.
As informações encaminhadas serão anexadas ao Inquérito Policial conduzido pela delegada Marcela Sampaio, titular da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (DECCOTERC), responsável pela apuração do caso.
Paralelamente à coleta de informações das vítimas, a Polícia Civil informou que trabalha para identificar, localizar e preservar bens dos investigados. O objetivo é garantir a efetividade de futuras decisões judiciais, caso haja determinação para bloqueio ou ressarcimento de valores.
A corporação também esclareceu que a devolução de eventuais prejuízos não ocorre durante a fase de investigação. Segundo a Polícia Civil, o ressarcimento depende da conclusão do inquérito, do andamento do processo judicial e das decisões que vierem a ser proferidas pela Justiça.
Defesa da DF Trader questiona prisões
A equipe de defesa da empresa DF Trader divulgou uma nota à imprensa afirmando que as prisões efetuadas durante a operação que investiga a empresa são “desproporcionais e juridicamente questionáveis”. Segundo os advogados, a legalidade das medidas já está sendo discutida na Justiça.
Conforme a nota, devido às medidas cautelares impostas, a empresa está impossibilitada de desenvolver suas atividades, realizar pagamentos ou fazer qualquer movimentação financeira, sob pena de descumprimento de ordem judicial.
A defesa informou ainda que busca a soltura dos envolvidos.

Fonte: CidadeVerde

