27 de junho de 2026
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Paciente morre com suspeita de raiva humana em Hospital do Piauí

Divulgação

As autoridades de saúde do Piauí estão investigando a suspeita da morte de um paciente por raiva humana em Teresina. Trata-se de um adolescente de 17 anos que estava internado no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella e faleceu nesta sexta-feira (17). O óbito foi confirmado pela Sesapi (Secretaria de Estado da Saúde).

O paciente residia na zona Rural do município de Oeiras e deu entrada na Unidade Pronto Atendimento (UPA) da cidade no dia 11 de abril. De acordo com a Sesapi, ele apresentava sinais de desorientação, vômito em jato, febre persistente e o quadro evoluiu para rebaixamento do nível de consciência.

Familiares relataram aos profissionais da UPA que o jovem havia sido mordido por um sagui cerca de 40 dias antes do início dos sintomas. Diante da gravidade do quadro, ele foi transferido no mesmo dia para o Instituto Natan Portella, em Teresina. A unidade é referência em doenças infecciosas.

Foi coletado material do paciente para realização de exames preliminares e novas amostras serão coletadas em Teresina e encaminhadas ao Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro, para análise.

Em nota, a Sesapi informou que seguirá acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias na investigação epidemiológica.

Transmissão e sintomas

A raiva humana é uma doença viral grave causada pelo vírus da raiva, que afeta o sistema nervoso central. Sem tratamento imediato, ela quase sempre evolui para a morte. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado. Mordias são a forma mais comum de transmissão da doença.

A raiva também pode ser transmitida por arranhões contaminados com saliva e lambidas em feridas abertas ou mucosas. Os principais transmissores da raiva são cães e gatos não vacinados, morcegos e animais silvestres, como raposas e macacos.

Na fase inicial, os sintomas podem parecer leves e semelhantes a uma gripe comum como febre, dor de cabeça, mal-estar geral, cansaço, dor ou formigamento no local da mordida. A fase neurológica é considerada a mais grave, quando o vírus atinge o cérebro. O paciente pode apresentar ansiedade e agitação, confusão mental, espasmos musculares, dificuldade para engolir, hidrofobia (medo ou espasmos ao tentar beber água), salivação excessiva e alucinações.

Na fase final da doença ocorre paralisia, coma e a morte.

O Ministério da Saúde orienta que, depois que os sintomas aparecerem, a doença é quase sempre fatal. Mas existe prevenção eficaz: vacinação pós-exposição, por exemplo. Logo após a mordida ou contato suspeito, a pessoa deve procurar um posto de atendimento para tomar a vacina contra a raiva.

É recomendado, ainda, limpar imediatamente a ferida com água e sabão. O atendimento médico deve ser urgente.

Com informações da Sesapi

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