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4 de junho de 2026
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62,86% da população do Piauí integra as classes A, B e C, afirma FGV

Entre 2022 e 2024, o Piauí registrou um aumento de 10,34 pontos percentuais na participação das classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos), passando de 52,52% para 62,86% da população. Os dados integram estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em termos nacionais, o estudo indica que 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes mais altas, representando um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.

A pesquisa aponta que a alta foi impulsionada principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito. Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados confirmam a eficácia das ações voltadas à população de baixa renda.

Ana Paula, artesã da Fundação Ruralista (Foto: Arquivo Secom)

“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda: ele abre portas para a educação, para o trabalho, para o empreendedorismo. É o caso de Jardel, de Floresta do Piauí, filho de pedreiro, que se formou em medicina com apoio do Bolsa Família, ProUni e Fies. Hoje, ele trabalha como médico na própria cidade. Ele e a família saíram da pobreza direto para a classe média. É isso que aconteceu com 17 milhões e 400 mil brasileiros e brasileiras”, afirmou o ministro.

Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (Foto: Arquivo Secom)

O estudo também revela que no Brasil as classes D e E atingiram os menores níveis já registrados: 15,05% e 6,77%, respectivamente.

A renda do trabalho foi apontada como o principal motor da ascensão social. A regra de proteção do Bolsa Família, que permite a permanência temporária no programa mesmo após o ingresso no mercado formal, tem incentivado a geração de empregos com carteira assinada.

Classes econômicas

As classes A, B e C são categorias utilizadas em análises socioeconômicas para classificar a população conforme a renda familiar. A classe C é geralmente identificada como a classe média, composta por famílias que conseguem suprir suas necessidades essenciais e possuem algum nível de consumo. Já as classes B e A representam grupos com rendimentos mais elevados e maior segurança financeira.

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