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5 de junho de 2026
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Artesanato piauiense movimenta mais de R$ 755 mil e impulsiona renda em 2025

Foto: Ascom Surdapi

artesanato piauiense movimentou mais de R$ 755 mil em 2025, consolidando-se como um importante vetor de geração de renda, valorização cultural e fortalecimento da economia criativa no estado. Os números somam as vendas realizadas na Casa do Artesão Design Mestre Albertino, em Teresina, e a participação do Piauí em feiras nacionais de artesanato, promovidas pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

De janeiro a novembro, somente a Casa do Artesão registrou R$ 244.459,10 em comercialização, refletindo o aumento da procura por peças que valorizam a identidade cultural piauiense e o fortalecimento da cadeia produtiva do setor. O espaço funciona como um ponto de apoio para artesãos, reunindo exposição, comercialização, equipe de vendas e serviços que reduzem a burocracia e facilitam o acesso ao mercado.

Entre os produtos mais procurados estão peças inspiradas em símbolos regionais, como o Kit de xícara com pires Serra da Capivara, a Caneca Serra da Capivara, o Mapa do Piauí e o Cachorro Dimas, que aliam tradição e design contemporâneo.

Para a artesã Cristiana Raulino, integrar a Casa do Artesão representou novas oportunidades.

“Desde que passei a participar do espaço, pude focar mais na produção. Não preciso me preocupar com a venda, embalagem ou burocracia, o que torna o trabalho mais tranquilo e valorizado”, relata.

Além da comercialização, o local também funciona como espaço de encontros profissionais e exposições, ampliando a visibilidade dos artesãos. As salas podem ser utilizadas para lançamentos e eventos mediante agendamento com a administração.

Segundo o artesão Rui Viana, a iniciativa contribui diretamente para o crescimento das vendas. “Quando passei a integrar esse espaço, meu trabalho ganhou mais visibilidade, reconhecimento e, consequentemente, houve aumento na produção e na renda”, afirma.

Feiras nacionais ampliam mercado e visibilidade

O artesanato piauiense também ganhou destaque fora do estado. Em 2025, a participação em feiras nacionais movimentou R$ 511.096,05, ampliando mercados e projetando o trabalho dos artesãos para novos públicos.

No 19º Salão do Artesanato de São Paulo – Raízes Brasileiras, realizado em maio, foram registrados R$ 101.428,25 em vendas. Já na Fenearte, em Olinda, considerada a maior feira de artesanato da América Latina, o Piauí alcançou o melhor desempenho do ano, com R$ 276.457,00. O estado também participou da Fenacce, em Fortaleza, com R$ 68.211,80, e da Fenaba, em Salvador, onde as vendas somaram R$ 64.999,00.

Para a gerente da Casa do Artesão, Juliana Galvão, os resultados mostram que o investimento no setor gera impactos reais. “Essas políticas públicas promovem inclusão, autonomia financeira e fortalecem o protagonismo dos artesãos, que passam a se ver como agentes do próprio desenvolvimento”, destaca.

Somados, os dados revelam que o artesanato piauiense vai além da preservação cultural: movimenta a economia, gera emprego e renda e reafirma o fazer manual como um patrimônio vivo do estado, com reconhecimento crescente dentro e fora do Piauí.

com informações Sudarpi

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