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5 de junho de 2026
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Consciência Negra: conheça mulheres antirracistas que lutam por igualdade no Piauí

Ao celebrar o Dia da Consciência Negra, neste 20 de novembro, destaca a força de suas ativistas, ressaltando 10 mulheres que lutaram e lutam por igualdade racial e respeito no Piauí. 

De figura histórica como Esperança Garcia, a primeira advogada do Brasil, a nomes como as professoras Iraneide Soares e Sueli Rodrigues que utilizam a academia e o ensino superior para desconstruir o racismo e valorizar a história africana. São milhares protagonistas, que poderíamos citar na matéria mural, que construíram e constroem dia a dia um legado e ações em defesa das questões étnicas e de gênero.

Conheça 10 mulheres inspiradoras na luta antirracista no estado: 

Assunção Aguiar

Ativista e militante dos movimentos sociais, com forte atuação na defesa dos quilombolas, indígenas e comunidades de terreiros e na promoção da igualdade social. Ela também é coordenadora de Formação do Grupo Afro Cultural Coisa de Nêgo e é Superintendente de Igualdade Racial e Povos Originários na Sasc.

Sônia Terra

Luta pela cidadania, direitos humanos, questões étnico-raciais e de gênero no Piauí. É uma das fundadoras do Grupo Afro Cultural Coisa de Nêgo. Foi presidência da Fundação Cultural do Piauí (Fundac). Recentemente lançou o livro “As insubmissões de Francisca Trindade na sua trajetória como mulher negra (1980 – 2003). Atualmente, ocupa o cargo de Superintendente de Direitos Humanos na Sasc. Ela afirma que sua estética negra é também sua forma de resistência e que a luta deve ser pautada de diversas maneiras.

Rosário Biserra 

Ex-vereadora (eleita em 2008 e reeleita em 2012) em Teresina utilizou seu mandato para fomentar o debate racial. Ela atua no Núcleo de Pesquisa sobre Africanidades e Afrodescendência Ifaradá na UFPI e tem um extenso histórico de trabalho na luta pelas questões raciais e da mulher. É autora do livro “Socializando para ser negro”.

Francisca Trindade 

Uma das mais importantes lideranças negras do estado. Foi a parlamentar mais votada da história do Piauí nas eleições 2002, com 165.190 votos. Trindade usou sua voz e seus mandatos como primeira vereadora negra de Teresina, deputada estadual e federal para dar visibilidade às causas da população negra e periférica. Sua atuação sempre foi pautada contra a discriminação racial.

Esperança Garcia

Primeira advogada do Brasil (reconhecida post-mortem pela OAB), Esperança Garcia foi uma mulher negra e escravizada que, em 1770, escreveu uma carta ao governador da capitania de São José do Piauí para denunciar os maus-tratos sofridos por ela e sua comunidade. O documento, que reivindicava melhores condições de vida e dignidade, foi considerado o primeiro ato de petição no País.

Iraneide Soares 

É uma intelectual engajada que une o rigor da pesquisa à militância, sendo uma referência na formação de novos educadores e pesquisadores comprometidos com a educação antirracista no Piauí. É professora Doutora do Departamento de História da Uespi. Integra o Núcleo de Estudos e Pesquisas Africanas, Afro-Brasileiras e Indígenas (NEPA/UESPI) e trabalha na valorização da cultura negra.

Halda Regina

É uma militante histórica do movimento negro piauiense, reconhecida por sua atuação em diversas frentes de luta por direitos e igualdade. Atua no Instituto Ayabás e na Rede de Mulheres Negras do Piauí. Seu trabalho tem um enfoque na educação, no empoderamento feminino e na organização da juventude negra.

Hortência Mendes

Reconhecida como uma personalidade importante na resistência negra e no protagonismo das mulheres negras no Estado.  É ex-secretária regional da Cáritas Brasileira no Piauí e uma das fundadoras da União das Mulheres Piauienses (UMP). É uma mulher que utiliza sua capacidade de articulação e o domínio de políticas públicas para transformar o cenário de desigualdade racial.

Vilma Alves 

Primeira delegada negra do Piauí e é uma voz pública que se posiciona contra a desigualdade racial e social. Ela sempre atuou no combate a todas as formas de violência e discriminação que atingem as mulheres e utilizou seu cargo para levar a discussão sobre cidadania e direitos humanos para dentro das instituições de segurança e na sociedade.

Sueli Rodrigues

É uma referência na área da educação antirracista no Piauí, se dedicou a desconstruir o racismo dentro e fora das salas de aula e a resgatar a dignidade e a visibilidade do povo negro piauiense.  Sueli tem uma contribuição fundamental na formação de professores e na luta pela efetiva implementação da lei que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas. Foi secretária-Geral da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil e seu estudo foi essencial para reconhecer Esperança Garcia como a primeira advogada do País.

Fonte: CidadeVerde

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