Em busca de soluções para os constantes desafios enfrentados com o fornecimento de energia durante o mês, a população de Paulistana protestou, nesta sexta-feira (7), em frente à sede da Equatorial-PI. O momento reuniu representantes da empresa, do Poder Executivo e Legislativo, além da população.
Utilizando cartazes com apelos, os moradores relataram problemas há um mês, resultando em prejuízos em eletrodomésticos nas residências, instituições escolares e hospitais, assim como na qualidade de vida de crianças e idosos diante do B-R-Ó-BRÓ.
O vice-prefeito de Paulistana-PI, Rubmário do Alto Vistoso, enfatizou a compreensão com a complexidade da resolução e a gratidão pela disponibilidade do representante da empresa no município. O gestor pontuou a necessidade de uma força-tarefa para levantamento de populares prejudicados.
“A gente entende que o problema se agravou e é complexo, mas se arrasta ao longo das décadas. Queremos saber se realmente vai ser resolvido. Amenizar essa situação é o mínimo e o máximo é resolver totalmente. Sei que é complexo, mas são décadas e décadas de sofrimento”, destacou.
A vereadora de Paulistana, Mayran Aquino, pontuou problemas com bombas de fornecimento de água, prejudicando a população da zona rural da cidade e disponibilizou o jurídico da gestão municipal para buscar resultados para o povo.
“O descaso na nossa cidade é grande. Nós não conseguimos dormir. O povo de Paulistana não merece esse sofrimento que se encontra no nosso município. É um descaso para uma empresa que o consumidor paga suas contas em dia. Se for para atender o povo de Paulistana, estaremos”, afirmou.
Propondo a união da cidade, a vereadora Noely de Rubmário se posicionou como representante do Poder Legislativo e popular, reafirmando a luta em prol da causa.
“Estou aqui para representar a cada um, assim como eu também sou prejudicada. Se precisar, estaremos aqui de novo, buscando solução não só para essa cidade, mas para Acauã e Betânia. Vamos todos unidos”, pontuou.
O secretário de Agricultura, Lucas Brito, propôs o acompanhamento do canteiro de obras nos próximos três meses para que os munícipes observem o andamento.
“Precisamos acompanhar, porque senão vai prorrogando o prazo e nada se resolve. Estou pronto para o que der e vier. Precisamos de resultado. Somos um povo bom e trabalhador, mas tudo tem limite”, colaborou.
Professor no município, Danilo Cosme defendeu a união dos populares para que seja criada uma frente visando a melhoria na qualidade do fornecimento, mobilizando os moradores da zona urbana e rural.
“Tem que ser a população. Vamos botar a cara, vamos ter coragem de fazer as coisas. Nós estamos pagando a conta em dia. Paulistana não dá prejuízo, porque somos pessoas do bem. Vamos nos mobilizar mais ainda”, disse.
Além de Paulistana, o protesto na cidade recebeu a presença de representantes de municípios vizinhos, como a vereadora de Acauã, Isa Rodrigues. A representante do Poder Legislativo destacou o planejamento com o protesto.
“Eu vim representar o Poder Executivo e os quase 7 mil habitantes de Acauã que estão sofrendo com esse descaso. Viemos pedir uma solução breve, pois está todo mundo sofrendo. Pedimos solução para ontem. Vejam o lado de vocês, mas de toda a população”, acrescentou.
POSIÇÃO DA EQUATORIAL
A manifestação foi acompanhada pelo Gerente de Experiência do Cliente Equatorial Joaquim Milhomem e pelo Gerente de Obras e Manutenção – Regional Sul, Anderson Monteiro. Em sua fala, Joaquim explicou o funcionamento do fornecimento de energia e convidou a população para visita técnica ao canteiro de obras.
“Estamos em respeito a vocês. Temos um problema em Paulistana estrutural, sério e antigo. Temos redes extensas que não receberam ao longo dos anos investimentos e essa rede vai esgotando a capacidade de investimento. Não há uma solução simples e rápida para o caso de Paulistana”, observou.

De acordo com o gerente, o planejamento é a instalação de três bancos reguladores de tensão na saída dos alimentadores, consideradas as saídas dos alimentadores, para melhoria momentânea, enquanto à longo prazo, a obra terá como previsão setembro de 2026. O representante destacou o compromisso da empresa com o ressarcimento de prejuízos.
“Nos próximos dias, vamos definir uma estratégia para criar uma condição de atendimento rápido, para acolher os pedidos e dar vazão às solicitações. Não estamos aqui para fugir das responsabilidades, só precisamos articular bem as ações”, completou.
Em nota, a Equatorial-PI realizou o posicionamento. Confira o texto na íntegra.
“A Equatorial Piauí comunica aos moradores de Paulistana que acompanha de perto as demandas da população e que esteve em reunião com representantes e gestores públicos na noite de ontem, dia 06/11, apresentando um cronograma de ações a curto, médio e longo prazo. Como ações imediatas, a distribuidora fez a substituição componentes da rede e fará a instalação de equipamentos para melhorar a qualidade da energia que atende a cidade.
Além disso, a empresa deu início à obra de construção da nova linha de distribuição de energia, que terá 72km de extensão, e conecta a cidade de Simões a Paulistana, o que garantirá à região mais estabilidade e confiabilidade no fornecimento energético, uma vez que passará a ser uma rede de alta tensão de 138kv. O investimento total, incluindo as obras de melhorias nas subestações de Paulistana e Simões, será superior a R$ 82 milhões.
A distribuidora ressalta que já foram realizadas ações com foco em melhorar a energia na localidade, como a ampliação da subestação de Paulistana e Junco. Recentemente, realizou investimento superior a R$ 250 mil destinado à substituição de transformadores nas subestações de Paulistana e Jaicós, contribuindo para a redução de oscilações.
Com relação à manifestação na manhã de hoje, 07/11, a empresa explica que ocorreu de forma pacífica e os moradores foram recebidos pelas lideranças da distribuidora, que prezaram pela transparência das informações, reforçaram o canal aberto para o diálogo, inclusive para o repasse do andamento da obra. Como outra medida, hoje e amanhã (08/11) a agência terá horário de funcionamento ampliado para atender as demandas envolvendo energia elétrica da população”.


































