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5 de junho de 2026
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Sefaz-PI recupera R$ 191 milhões em créditos fiscais com uso de inteligência de dados

Secretaria da Fazenda do Piauí - Foto: Ascom Sefaz

A Secretaria da Fazenda do Piauí (Sefaz-PI) tem intensificado a recuperação de créditos tributários por meio do uso de inteligência de dados e auditorias fisco-contábeis. Somente no primeiro semestre de 2025, as ações realizadas com base nas chamadas malhas Fisco-Contábil resultaram na constituição de R$ 191 milhões em créditos fiscais, reforçando o combate à omissão de receitas e à sonegação.

Os resultados evidenciam que o investimento em tecnologia, análise de dados e capacitação das equipes tem gerado retorno direto para o Estado, fortalecendo a gestão fiscal com mais eficiência e transparência.

“Esses recursos recuperados representam um reforço importante para os cofres públicos e refletem diretamente em melhorias para a população. São valores que possibilitam novos investimentos em áreas essenciais, como educação, saúde, segurança e infraestrutura, promovendo mais qualidade de vida e desenvolvimento para o nosso estado”, destacou o secretário da Fazenda, Emílio Júnior.

Para o segundo semestre, a Sefaz-PI definiu duas frentes prioritárias: a primeira contempla auditorias contábeis aprofundadas em 17 empresas, com foco nos maiores valores da malha dos exercícios de 2022 e 2023; a segunda envolve auditorias fiscais para apurar receitas omitidas dentro do prazo decadencial de cinco anos, assegurando a efetiva recuperação de créditos tributários para o Estado.

O uso de inteligência de dados também tem incentivado a autorregularização de contribuintes, reduzindo litígios e fortalecendo a transparência. Nas malhas básicas, que acompanham obrigações acessórias como o correto registro de notas fiscais, o índice de autorregularização é elevado — ou seja, a maioria das empresas corrige eventuais inconsistências antes de qualquer autuação, evitando multas.

Já nas malhas de divergência, que comparam os documentos fiscais emitidos com os valores efetivamente escriturados, o índice de autorregularização é mais baixo, exigindo atuação direta dos auditores fiscais. Esses casos envolvem diferenças relevantes nos valores declarados e evidenciam a importância da ação fiscal presencial.

“Com a integração entre tecnologia, análise de dados e comunicação preventiva, a Sefaz-PI demonstra que é possível aumentar a arrecadação sem elevar a carga tributária, reduzindo custos de fiscalização e oferecendo um serviço de alto valor público”, afirmou o diretor da Unidade de Fiscalização de Empresas, Edson Marques.

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