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4 de junho de 2026
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DHPP indicia mulher que matou irmão por homicídio qualificado, mas ela é solta

Foto: Reprodução/ Câmeras de segurança

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que apura o assassinato de Carlos Eduardo Ferreira, supostamente morto pela própria irmã, identificada como Kawany Maria Ferreira, no bairro Jacinto Andrade, zona Norte de Teresina. O caso aconteceu no último domingo (5).

Segundo o delegado, DHPP Natan Cardoso, responsável pela zona Norte de Teresina, Kawany justificou que foi em direção ao irmão com a faca, porque se deparou com a mãe agarrada às pernas do irmão, e que achava que ela estaria sendo chutada e agredida. E que isso teria sido a motivação.

O delegado detalhou que nas imagens, quando a mulher vai em direção ao irmão, ele pega uma pedra, mas solta quando ela se aproxima e mesmo assim, ela continua e o golpeia. O irmão tropeça em um cachorro, cai e mesmo assim, ela continua.

Para Natan Cardoso, o crime foi praticado com extrema violência, e as investigações descartaram qualquer hipótese de legítima defesa.

“As imagens e os depoimentos mostram que não houve agressão atual ou iminente, nem contra a autora, nem contra terceiros. Portanto, não se configurou legítima defesa. O laudo apontou 18 ferimentos provocados por arma branca, o que demonstra a brutalidade do crime”, destacou o delegado.

O inquérito foi concluído com o indiciamento da mulher pelos crimes de homicídio privilegiado e qualificado. Segundo o DHPP, o homicídio foi considerado privilegiado porque a autora agiu sob violenta emoção, logo após uma provocação da vítima, que havia agredido o cunhado momentos antes do crime.

Já a qualificadora aplicada foi a de meio cruel, uma vez que a mulher teria continuado a golpear o irmão mesmo após ele ter caído ao chão, já imobilizado.

“Durante a ação, a autora chegou a dizer frases como ‘É bom, né? É bom, né?’, o que, segundo o delegado, demonstra um evidente excesso de crueldade”, apontou o delegado.

A mulher também foi indiciada com previsão para aumento de pena, pois o crime foi cometido contra parente próximo.

Não ficou presa

A Polícia Civil chegou a representar pela prisão preventiva da suspeita, mas o pedido foi negado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, que entendeu que não estavam presentes os requisitos legais, já que a mulher réu primário, possui filhos, não tem antecedentes criminais e se apresentou espontaneamente à delegacia, acompanhada de advogado.

A Justiça determinou medidas cautelares, entre elas: uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento mensal em juízo e proibição de se ausentar da comarca.

Foto: Eduardo Costa/Cidadeverde.com

Entenda o caso

O crime aconteceu no dia 5 de outubro, no bairro Jacinta Andrade, zona Norte de Teresina. De acordo com as investigações, tudo começou após uma briga familiar envolvendo a vítima, o cunhado e a irmã, que acabou cometendo o homicídio.

Em meio a confusão, ao ver a mãe tentando conter o filho, acreditou que ele estaria agredindo a idosa e desferiu a primeira facada. A vítima ainda tentou fugir, mas foi atingida novamente e acabou caindo ao chão, sendo golpeada mais vezes.

Fonte: O Dia

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