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4 de junho de 2026
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Defesa pede que justiça reavalie prisão de Tatiana Medeiros após anulação de provas

vereadora Tatiana Medeiros - Foto: Arquivo Pessoal

A defesa técnica da vereadora Tatiana Medeiros (PSB) pediu à justiça que reavalie a manutenção da prisão da parlamentar no âmbito do processo por corrupção, fraude e transgressões eleitorais. Os advogados sustentam que, como as provas anexadas aos autos foram anuladas pela própria justiça, Tatiana não pode continuar presa.

Decisão proferida na última terça-feira (07) pela juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho reconheceu que uma das provas anexadas ao processo da vereadora teria sido obtida sem seguir os devidos trâmites legais, o que a invalidaria. É o Relatório de Inteligência Financeira (RIF), produzido pelo Coaf, que teria sido solicitado na fase pré-inquérito sem ordem judicial.

As provas foram anuladas depois que a defesa do namorado de Tatiana, Alandilson Cardoso, entrou com pedido liminar apontando que o processo teria se originado de relatório ilegal. Ao reconhecer que as provas seriam ilícitas, a juíza cancelou a audiência relativa ao processo, que aconteceria na semana que vem em Teresina.

Mas para a defesa de Tatiana, não só a audiência deve ser cancelada, mas também a prisão da vereadora deve ser revogada, já que teria se constituído sobre provas reconhecidamente ilícitas em juízo. O advogado da parlamentar entrou com um pedido de revogação das medidas cautelares impostas a ela.

No momento, Tatiana Medeiros cumpre prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde. A vereadora está presa desde abril, após ser alvo da Polícia Federal na Operação Escudo Eleitoral, que investigava suposto financiamento eleitoral com recursos ilícitos oriundos do crime organizado. De acordo com a polícia, Tatiana seria operadora de um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024, tendo como fachada seu instituto social, o Projeto Vamos Juntos.

Além dela, também são réus no processo seu padrasto, a mãe, o namorado (Alandilson) e funcionários do projeto social. Tatiana responde pelos crimes de peculato, corrupção eleitoral e “rachadinha”.

Fonte: O Dia

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