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4 de junho de 2026
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Piauí é o 6º estado com mais focos de incêndios florestais entre 2013 e 2024, com 122 mil registros, aponta CNM

Queimadas / Foto: Ascom/Equatorial

Entre os anos de 2013 e 2024, o Brasil contabilizou cerca de 2,3 milhões de focos de incêndios florestais, segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A ocorrência, no entanto, não foi homogênea no território nacional. Regiões com maior cobertura vegetal, forte atividade agropecuária e uso recorrente do fogo no manejo da terra concentraram os maiores índices.

No recorte por regiões, o Nordeste respondeu por 560.298 focos no período. No bioma Caatinga, a vegetação seca associada ao uso do fogo para limpeza de terrenos e atividades agrícolas favoreceu a propagação das chamas.

O Piauí aparece em sexto lugar no ranking nacional, com 122.290 focos registrados entre 2013 e 2024. Apesar do número expressivo, os prejuízos financeiros contabilizados foram relativamente baixos em comparação a outros estados: R$ 242 mil.

O impacto econômico no país foi concentrado em três estados: São Paulo, com R$ 1,6 bilhão (48% do total); Mato Grosso do Sul, com R$ 546 milhões (16%); Pará, com R$ 377 milhões (11%), juntos, esses estados somaram 75% de todos os prejuízos registrados na série histórica.

O ano de 2024 foi marcado por uma temporada de fogo considerada atípica. O início precoce das queimadas, associado a ondas de calor, estiagem prolongada e ao fenômeno El Niño intensificado pelas mudanças climáticas, criou as condições ideais para a propagação dos incêndios em várias regiões do país.

Além dos danos ambientais, o fogo atingiu lavouras, pastagens, moradias e estruturas rurais, como galpões, armazéns, viveiros, galinheiros e currais, gerando altos custos de reconstrução e perdas na produção agropecuária.

Entre 2013 e 2023, estima-se que 5,4 milhões de pessoas tenham sido impactadas por incêndios florestais no Brasil. Somente em 2024, esse número saltou para 19,2 milhões de pessoas, o que representa 77,9% de todos os afetados em 12 anos. O dado reforça a gravidade da temporada de fogo no país em 2024, que, sozinha, afetou mais pessoas do que a soma de todos os anos anteriores da série histórica.

Fonte: O Dia

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