O estudante de 16 anos, assassinado com tiros na cabeça, pescoço e peito, seria simpatizante de uma facção criminosa e postou foto com uma arma de fogo. A informação foi repassada pelo coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Francisco Costa, o Baretta, que confirmou que a Polícia Civil do Piauí já identificou o suspeito que pulou o muro e executou a vítima.
“Estamos analisando a imagem em que ele aparece com uma arma artesanal, e uma arma semelhante foi vista com outras pessoas de uma facção. Tudo isso está sendo analisado à luz do Direito e das técnicas de investigação. Sobre o vídeo do supermercado, não podemos dizer que há participação dele. A vítima foi atraída, mas costumava ir para o fundo da escola, em uma espécie de ponto cego das câmeras, para usar droga. Ele estava se aliando a uma facção criminosa contrária à que reina na região e foi justamente atraído. Estamos com a linha de investigação bastante adiantada, o delegado Danúbio Dias está praticamente com o crime elucidado, e as providências estão todas sendo adotadas para identificar a autoria material do crime e as circunstâncias”, explicou Baretta.
O delegado também analisa o possível envolvimento da vítima com o crime. Em uma das salas de aula do colégio público, o DHPP encontrou pichações de uma facção criminosa.
“Você pega a ficha escolar dele e vê que era um estudante regular, mas, infelizmente, essa juventude se enreda com o submundo do crime, uma área que não traz lucro ou benesse, a não ser levar à morte ou à cadeia. A Polícia e o sistema de Segurança Pública têm feito o seu trabalho na prevenção e na repressão. Mas, evidentemente, dentro de casa, na família, tem que haver a devida vigilância com os filhos. Não podemos entregar apenas ao Estado ou à sociedade a tarefa de vigiar, porque, às vezes, não é o caminho, é o fim”, disse Baretta.
Fonte: CidadeVerde

