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28 de fevereiro de 2024
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Secretário do Ministério da Educação diz que Piauí tem “professores demais”

O secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Binho Marques, visitou o Liceu Piauiense na tarde desta sexta-feira (9) e disse que o Estado passa por problemas de gestão na Educação, já que possui, segundo dados do próprio Ministério, “professores demais”.

 

O secretário disse que a média nacional é de 1 professor para cada 25 alunos. O Piauí, no entanto, está com 1 professor para cada 10 alunos. “Se há professores demais, é sinal que o Estado está com problemas de gestão. Sendo assim, é difícil investir os recursos em melhorias do sistema e escolas, já que o dinheiro vai todo para a folha de pagamento”, argumentou.

 

Binho acrescentou que o Piauí está fazendo a sua parte, buscando resolver os problemas que encontrou, entre eles, além do excesso de professores e estrutura precária, há a questão do número de matrículas, que não coincide com o censo escolar.

 

O prazo para as correções já se encerraram e provavelmente o Piauí terá que entrar na Justiça para reaver recursos que perdeu por conta da redução do número de alunos.  ”O governador está tentando uma medida legal para que o sistema seja reaberto e o Piauí possa provar que possui um número de matrículas maior do que está no censo. Se ele conseguir isso vai ser muito importante para o Piauí. Os recursos são repassados ao governo a partir do número de matriculas existentes. O Fundeb depende disso. Tudo está sendo apurado”, afirma.

 

Na visita, ele esteve acompanhado da deputada federal Rejane Dias, que será a futura secretária de Educação, e do atual secretário interino, Helder Jacobina. Binho Marques comentou ainda que o Piauí possui várias obras paradas que terminam por prejudicar todo o sistema de ensino. “Os dessafios são enormes. O Piaui possui muitas obras ainda para serem trabalhadas e que estão pendentes no Ministério da Educação, por isso que o governador Wellington esteve com o ministro demonstrando grande interesse que as coisas consigam andar na qualidade necessária. Se uma obra estiver em entraso, todas as outras obras ficam comprometidas”, ressalta.

 

Para o secretário Hélder Jacobina, a Seduc está apurando o motivo que levou o sistema de matrículas ficar praticamente sem alimentação. “Temos um sistema que estava sem alimentação há muito tempo. Estamos vendo o motivo. Hoje mostramos a situação para o secretário e estamos fazendo um levantamento. Sobre o Censo, nosso sistema constava 237 mil matrículas, mas no censo diz apenas 206 mil. O que gerou isso? Onde houve o erro? 30 mil alunos a menos significa redução de receita”, declarou.

 

A deputada estadual Rejane Dias se mostrou preocupada com a possibilidade de transferências de alunos por conta de obras inacabadas em escolas. “Estamos auditando todos os contratos para saber se estão regulares, a partir disso vamos desenvolver um cronograma para término dessas obras levando em consideração a questão financeira. Nosso desespero é iniciar o ano letivo em março e sem atraso. Na hora que a CGE nos der um retorno sobre os contratos, vamos intervir de imediato com o intuito de evitar a transferência de alunos do Liceu e de outras escolas. Isso pode acontecer”, analisou.

 

 

Fonte: Cidade Verde

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